RELATÓRIO DO FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL 2022

A crise climática, o crescimento das divergências sociais, o aumento dos riscos cibernéticos e a recuperação mundial desigual face à pandemia Covid-19 são os principais riscos destacados no relatório Global Risks Report 2022.

O documento, divulgado no dia 11 de Janeiro 2022, indica, ainda, quatro áreas de riscos emergentes: cibersegurança; competição espacial; uma transição climática desordenada e pressões migratórias. Para serem bem geridas, o relatório foca a coordenação global.

O relatório apresenta a visão de especialistas na identificação dos principais riscos globais a curto, médio e longo prazo e nomeadamente o Top-10 de riscos globais por severidade para os próximos 10 anos.

Nos próximos dois anos, o Top de riscos globais elenca:

  1. Clima extremo;
  2. Crises de subsistência;
  3. Fracasso da acção climática;
  4. Erosão da coesão social;
  5. Doenças infecciosas;
  6. Deterioração da saúde mental;
  7. Falhas de cibersegurança;
  8. Crises da dívida;
  9. Desigualdade digital;
  10. Explosão da “bolha” de ativos.

Quanto ao Top-10 Riscos Globais por Severidade, nos próximos 10 anos, as preocupações vão para:

  1. Fracasso da acção climática;
  2. Clima extremo;
  3. Perda de biodiversidade;
  4. Erosão da coesão social;
  5. Crises de subsistência;
  6. Doenças infecciosas;
  7. Danos ambientais causados por humanos;
  8. Crise de recursos naturais;
  9. Crises da dívida;
  10. Confrontos geoeconómicos.

O relatório apresenta também o Top5 de riscos para os próximos dois anos em cada uma das 124 economias analisadas. No caso de Portugal, os riscos passam pela estagnação económica prolongada, crises de dívida em grandes economias, crise de emprego e de subsistência, desigualdade digital e colapso ou falha dos sistemas de segurança social.

Peter Giger, da Zurich, considera que a “crise climática continua a ser a maior ameaça a longo prazo que a humanidade enfrenta. Falhar no combate às alterações climáticas pode diminuir em um sexto o PIB mundial e os compromissos estabelecidos na COP26 continuam a não ser suficientes para atingir o objetivo dos 1,5ºC”.

O relatório serve para “identificar potenciais riscos futuros. Implementando medidas pode-se atenuar os efeitos ou a probabilidade de ocorrerem no futuro”, explica Fernando Chaves, especialista de risco da Marsh Portugal. Os riscos ambientais, contudo, “são de muito longo prazo e já cá estão”. “Os efeitos das nossas medidas no muito curto prazo só poderão vir a sentir-se no médio, longo prazo”, acrescenta.

Por isso, diz, é preciso olhar para os riscos de “forma sistémica e identificar medidas que os possam reduzir. Intervindo nos riscos ambientais podemos reduzir riscos sociais, geopolíticos e o impacto potencial nos económicos”, sublinha.

Global Risks Report 2022 contribui para melhorar a capacidade dos líderes na resposta aos desafios do futuro, identificando não só os principais riscos que o mundo enfrenta, mas também os caminhos para reduzir as desigualdades sociais, digitais e económicas, aumentar a resiliência e proteger o planeta.

De modo a diminuir a sua exposição aos diversos riscos citados, existe um leque variado de seguros disponíveis no mercado, tais como seguros multirriscos, de incêndio, de responsabilidade civil e ambiental, seguro de riscos cibernéticos, seguros sociais, entre muitos outros.

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2023-05-18T14:27:32+00:00